"Mas quem fizer agravo; receberá o agravo que fizer"

       O apóstolo Paulo escrevendo aos colossenses nos mostra que a relação entre o crente e o seu próximo terá repercussões até mesmo na eternidade "Mas quem fizer agravo; receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas" (Cl 3.25). Quem pensa que uma "brincadeira" ou uma "fofoca" são coisas banais deve considerar o que ensinou o apóstolo.

       Paulo ressalta mais uma vez nessa passagem o princípio da semeadura "Tudo o que o homem semear, isso também ceifará." (Gl 6.7). A relação do crente com seus semelhantes tem um valor inestimável aos olhos do Senhor, o crente deve portar-se com seu próximo de forma gentil, amável, honrando-o como seu irmão em cristo e herdeiros da mesma promessa, inclusive na relação conjugal "igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações" (1 Pe 3.7). A bíblia contém inúmeras referências que ensinam sobre o trato com o próximo, devemos suportar a fraqueza dos fracos (Rm 5.6); Não suspeitar mal de ninguém (1Co 13.5); devemos pagar o mal com o bem (Rm 12.21); Não podemos ficar devendo a ninguém, a não ser o amor de uns para com os outros (Rm 13.8); Não devemos falar mal uns dos outros (Tg 4.11); Devemos considerar os outros superiores a nós mesmos, o que não significa complexo de inferioridade (Fp 2.3); Devemos ser hospitaleiros (Hb 13.2); e devemos amar aos nossos inimigos (Mt 5.44); (Rm 12.20).

             Deus repugna toda inveja, divisões e contendas entre irmãos, inclusive este é um pecado que ele abomina "Há seis coisas que o Senhor detesta; sim, há sete que ele abomina: olhos altivos, língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos. (Pv 6.16-19). Ter bom relacionamento com o próximo não significa transigir com o erro, não podemos tolerar práticas iníquas em nome do amor de Cristo, o pecado deve ser combatido com fervor, João Batista chamou os fariseus de raça de víboras, pois eles diziam que estavam arrependidos dos seus pecados, mas seus frutos não demonstravam. Somos um corpo, ninguém fere seu próprio corpo, ninguém fala mal de si mesmo, cuidamos do nosso corpo para que ele não contraia doenças ou entre em perigo. Assim, devemos cuidar do nosso próximo para que a "doença" do pecado não o atinja e o "perigo" das falsas doutrinas não o arrebate.

               O bom relacionamento com o próximo é essencial para o desenvolvimento da nossa vida espiritual, como poderemos refletir a imagem de Cristo sem amor ao próximo? a fé sem um relacionamento de respeito e consideração mútua entre os crentes não tem valor algum.  

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